Uma noite, muitas imagens, algumas visões....memento mori
Aproveite o dia, mas saiba que irá morrer
“É no lento que a vida acontece. O melhor da existência se dá em câmera lenta, apreciando, sentindo, desfrutando, percebendo cada parte, cada trecho, cada elemento, cada detalhe. A verdadeira vivência desdobra-se na lentidão, nas coisas feitas com cuidado, esmero, atenção, sensibilidade, acuidade, delicadeza, paciência, tranqüilidade. Tudo o que vale a pena ser vivido só se passa no lento, o resto é corrida sem sentido, o resto é morte” (MARCONDES FILHO, Ciro - Perca tempo: é no lento que a vida acontece).
Ao querido professor Dimas peço desculpas pelo texto de hoje. Totalmente pessoal. Influenciado pelas circunstâncias. Nada a ver com COMUNICAÇÃO. Ou talvez... Hoje, depois de mais de 15 dias fazendo exatamente isso, sai do trabalho disposta a não continuar trabalhando em casa. E perguntei a mim mesma (ainda que em voz alta) : mas fazer o quê, então? "Algo divertido", ouço a resposta da estagiária, aluna da ECA. Perdi o parâmetro. Não sei o que fazer de "divertido". Não há mais nada além de trabalho. Vítima (de mim mesma) de uma ânsia de viver na corrida (ainda que para mim tivesse sentido). O "lento" não me era permitido. O tempo esgotava-se (tempus fugit). Optei pelo "carpe diem"....e ERREI. Feiamente.
Não perdi o tempo. Nunca. Perdi apenas (memento mori). Da apreciação, feita com a proclamada "delicadeza" (minha), atenção (minha) e acuidade (minha), nada restou. Ou talvez algo que só se possa enxergar (quando possível), ao olhar novamente para trás (com tranqüilidade), e selecionar entre tantas visões, imagens, olhares, pensamentos, aqueles que me fizeram APROVEITAR O DIA (carpe diem).